Prefeitos do Vale do Mamanguape discutem criação do “Porto de Águas Profundas” em Mataraca

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Doze prefeitos do Vale do Mamanguape, parlamentares estaduais e federais, empresários e representantes do governo do estado e de entidades da sociedade civil participaram, na ultima segunda-feira (18), de uma audiência pública, em Mamanguape, que discutiu o projeto do “Porto de Águas Profundas”, projetado para ser construído no litoral norte, na Barra de Camaratuba, cidade de Mataraca.

A região foi escolhida após estudos feitos em outras três áreas da Paraíba: Baía da Traição, Lucena e Pitimbu. A região de Mataraca foi a que apresentou as melhores características marinhas, como profundidade mais perto da costa, de relevo e potencial logístico.

De acordo com relatório técnico, o Complexo Industrial, Tecnológico e Portuário da Paraíba, como oficialmente é chamado o Porto de Águas Profundas, terá capacidade para receber até oito navios de forma simultânea, com uma área de 2.120 metros de atracagem e, segundo os técnicos, terá impacto mínimo na fauna marinha.

O prefeito de Mataraca, Egberto Madruga, vem capitaneando as reuniões. Segundo ele, o projeto tem um custo de R$ 4,2 bilhões e o porto ocupará uma área de 10 mil hectares. Ao Conversa Política, Madruga afirmou que será preciso a união dos políticos da Paraíba. O investimento, que deve contar com recursos do BNDES, por meio da Sudene, pode atrair empresas e gerar milhares de empregos.

“A Paraíba só cresce se tiver um porto (com maior profundidade). Nós temos esse potencial. Nós temos energia eólica, uma BR-101 a 100 km de Natal, e João Pessoa. As nossas empresas precisam levar para Recife, para exportar as nossas mercadorias é preciso levar para Recife porque não temos um porto. Então, o objetivo é fazer com que qua as autoridades ajudem, para fortalecer nosso estado. Porque não podemos deixar uma grande potência dessa, como temos no estado do Ceará e Pernambuco. A Paraíba está perdendo espaço por falta de decisão”, argumentou o prefeito.

Segundo Madruga, em pleno funcionamento, o Complexo da Paraíba pode gerar cerca de 30 mil postos de trabalho, como acontece atualmente no Porto de Pacém, no Ceará.

via:Jornaldaparaiba

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