Paraíba tem atualmente 34 aldeias indígenas no Litoral Norte 

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Paraíba tem atualmente 34 aldeias indígenas no Litoral Norte

De acordo com o Censo 2010, o mais recente divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE), a Paraíba é o quarto Estado do Nordeste com mais índios, com 25.043 indígenas. Esse número cresceu de forma considerável se comparado com a pesquisa anterior, realizada em 2000, quando havia 10.088 indígenas.

Atualmente, são 34 aldeias de índios na Paraíba, 32 de índios potiguara, localizadas no Litoral Norte do Estado, e duas de índios tabajara, localizadas no Litoral sul. Os municípios com maior número de indígenas na Paraíba são Marcação (5.895),
Baía da Traição (5.687) e Rio Tinto (2.378), onde localizam-se
os índios potiguaras.

O coordenador técnico da Funai, Benedito Rangel, explica que o perfil dos índios potiguaras (maioria no Estado) é de autonomia. “Eles administram seus territórios, em todas as aldeias têm escolas, uma grande parcela está na universidade, têm nível
superior, estão totalmente integrados na sociedade”.

Já os índios tabajaras, por não ter conquistado o
direito a um território seu ainda, acabam impedidos de ter os mesmos avanços e direitos. Segundo Benedito Rangel, o motivo é que a luta pelas terras ainda é algo recente. “O processo é novo, começou em 2006, ainda está em fase inicial, mas foi feito
um estudo que definiu os limites dessa terra”, comentou.

Na opinião de José Roberto da Gerência Racial da SMDH, os indígenas estão visivelmente mais fortes na manutenção e preservação daquilo que já foi conquistado, tanto na cultura, quanto nos seus direitos. “Na luta pelos seus direitos e tradições, todos estão bem organizados e fortalecidos, através de vários mecanismos e formas de atuação, de conselhos, inclusive no Conselho Estadual de Igualdade Racial, que é vinculado à Secretaria de Diversidade Humana. Tem muita
gente que participa, é conselheiro e vai às reuniões”.

Evento em 19 de abril
Dia 19 de abril, em comemoração
ao Dia do Índio, ocorreu um ato de celebração na aldeia São Francisco, em Baía da Traição. Com o apoio do Governo do Estado, a programação envolve os
indígenas, mas também estudantes das universidades,
escolas e entidades. Cerca de cinco mil pessoas participam
do evento anualmente.

Segundo José Roberto, o ato leva visibilidade para os
indígenas. “É um momento de celebração das conquistas
e, sobretudo, visibilidade da identidade e resistência indígena. Eles celebram o dia 19 de abril não de forma estereotipada, mas celebram aquilo que é o índio hoje em 2018”, disse.

Via: Jornal da União

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